Oração de Magno Malta abre pronunciamento de Bolsonaro


Foto: Divulgação

Logo após o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) anunciar que seria o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Mantendo o estilo consagrado ao longo da campanha, gravou de sua casa, ladeado pela esposa Michele e uma intérprete para a Língua Brasileira de Sinais. Em pouco mais de quatro minutos ele falou sobre fé em Deus e o sentimento de estar cumprindo uma “missão”.

Pouco tempo depois, em rede nacional de televisão, fez uma oração com o senador Magno Malta, que é cotado para ser seu ministro. O político agradeceu a Deus pela vitória, lembrando que durante todo o processo buscou-se uma dependência do Senhor. Chamando Bolsonaro de “cristão verdadeiro, cheio de fé, de coragem e de esperança”.

Malta enfatizou que eles iriam “lutar pelas famílias e pelas crianças do Brasil” e disse que sendo o país “majoritariamente cristão”, a fé fez parte de todo o processo eleitoral.

Em seguida, o presidente eleito abriu seu discurso de agradecimento citando o que designou seu slogan de campanha, baseado em João 8:32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Afirmou ainda que nunca se sentiu sozinho, pois sempre sentiu “a força de Deus e do povo brasileiro”.

Agradecendo as orações feitas em seu favor, fez um juramento a Deus, comprometendo-se em fazer de seu governo “um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

“A verdade vai libertar este grande país e a liberdade irá nos transformar em uma grande nação”, garantiu Bolsonaro. Ressaltou também que nas urnas ocorreu hoje “a celebração de um país pela liberdade”. “Temos o compromisso de fazer um governo decente, comprometido com o nosso povo e assim o será”, assegurou. Finalizou destacando que seu governo “será formado com o propósito de transformar esta nação”.

Assista!

Jair Bolsonaro é eleito presidente e interrompe série de vitórias do PT


O presidente eleito Jair Bolsonaro — Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Estadão Conteúdo

Candidato do PSL derrotou o petista Fernando Haddad no segundo turno, com 55% dos votos, e foi eleito o 38º presidente do Brasil. Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, Bolsonaro se elegeu com promessas de reformas liberais na economia e um discurso conservador, contrário à corrupção, ao PT e ao próprio sistema político.

Jair Messias Bolsonaro, do PSL, foi eleito o 38º presidente da República neste domingo (28) ao derrotar em segundo turno o petista Fernando Haddad, interrompendo um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002.

A vitória foi confirmada às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%). Com 100% das seções apuradas, Bolsonaro recebeu 57.797.073 votos (55,13%) e Haddad, 47.039.291 (44,87%).

No discurso da vitória, Bolsonaro afirmou que o novo governo será um “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.

Primeiro turno

A campanha eleitoral teve início em agosto com 13 candidatos à Presidência da República, o maior número de concorrentes desde 1989, quando houve 22 postulantes:

  • Jair Bolsonaro (PSL) – Reeleito deputado federal em 2014 pelo PP, Bolsonaro saiu em busca de um partido para concorrer à Presidência. Passou pelo PSC e, em março, filiou-se ao então nanico PSL. Bolsonaro teve dificuldade para encontrar um vice. O general Hamilton Mourão (PRTB) foi a quarta opção, após convites ao senador Magno Malta (PR), ao general Augusto Heleno, do PRP, e à advogada Janaína Paschoal, do PSL. Bolsonaro também não conseguiu alianças com grandes partidos e teve pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita. O candidato compensou a desvantagem com forte presença nas redes sociais e no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Bolsonaro encerrou o primeiro turno como o candidato mais votado, com 49.276.990 votos (46,03% dos válidos).
  • Fernando Haddad (PT) – O candidato foi registrado como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em agosto liderava as pesquisas de intenção de votos mesmo preso desde abril em Curitiba devido à condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Haddad assumiu a cabeça da chapa em setembro, depois que o TSE rejeitou o registro da candidatura de Lula. A estratégia do PT foi vincular a imagem de Lula à de Haddad, a fim de assegurar a transferência de votos. No começo, Haddad tinha 4% nas pesquisas e passou da faixa dos 20% – metade das intenções de voto que o padrinho vinha obtendo. O petista recebeu 31,3 milhões de votos (29,28% dos votos válidos) no primeiro turno e passou ao segundo turno.
  • Ciro Gomes (PDT) – O PDT concorreu coligado ao PT nas duas últimas eleições presidenciais, mas na deste ano reapareceu com candidatura própria, a de Ciro Gomes, que se apresentou como uma terceira via, na esperança de obter votos no centro e na esquerda, como alternativa aos eleitores desencantados com o PT e refratários a Bolsonaro. Ciro Gomes terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 12,4% dos votos. No segundo turno, embora o PDT tenha anunciado “apoio crítico” a Haddad, Ciro Gomes se manifestou contra Bolsonaro, mas não quis declarar apoio a Fernando Haddad.
  • Geraldo Alckmin (PSDB) – O ex-governador de São Paulo também se apresentou como opção de “terceira via” a Bolsonaro e Haddad. Fechou uma aliança com oito partidos, apoio que incluiu legendas do “Centrão” (DEM, PP, PR, PRB e SD) , o que garantiu a ele quase metade do tempo na propaganda de rádio e TV. Mas terminou o primeiro turno com menos de 5% dos votos.
  • Marina Silva (Rede) – Em sua terceira candidatura presidencial, agora pela Rede, Marina Silva foi outra candidata que tentou se colocar como alternativa ao PT e a Bolsonaro. Ela começou bem nas pesquisas, mas perdeu força e teve desempenho bem inferior ao terceiro lugar registrado em 2014, quando obteve mais de 22 milhões de votos. Desta vez, alcançou pouco mais de 1 mihão e terminou em oitavo lugar.
  • Alvaro Dias (Podemos) – O senador e ex-governador do Paraná centrou o discurso no combate à corrupção. Tentou seduzir sem sucesso o eleitor com um convite, caso eleito, para que o juiz Sergio Moro assumisse o Ministério da Justiça. Terminou o primeiro turno em novo lugar, com 859 mil votos (0,8% do total).
  • Henrique Meirelles (MDB) – Ministro da Fazenda do governo Michel Temer, Henrique Meirelles tirou R$ 54 milhões do próprio bolso para financiar a campanha a presidente. Apostou no discurso de recuperação da economia, mas não decolou. Obteve 1,2 milhão de votos (1,2% do total).
  • João Amoêdo (Novo) – Candidato com origem no mercado financeiro, João Amoêdo, do Partido Novo, que estreou em eleições com discurso liberal na economia. Chegou em quinto lugar no primeiro turno, com mais de 2,6 milhões de votos (2,5%), e considerou o desempenho “sensacional”.
  • Cabo Daciolo (Patriota) – Foi dos candidatos com maior repercussão nas redes sociais, repetindo sempre que podia a expressão “Glória a Deus”. Ele até optou por jejuar e orar em um monte durante parte da campanha. Terminou o primeiro turno em sexto lugar, com mais de 1,3 milhão de votos, à frente de nomes mais conhecidos como Marina Silva e Henrique Meirelles.
  • Demais candidatos – A corrida presidencial ainda teve as candidaturas à esquerda de Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU). O primeiro obteve pouco mais de 617 mil votos. A segunda, 55,7 mil. João Goulart Filho (PPL), filho do ex-presidente Jango, também tentou a sorte. Foi o último colocado entre os 13 que disputaram o primeiro turno, com 30,1 mil votos. O “democrata cristão” José Maria Eymael (DC) foi o penúltimo, com 41,7 mil. Durante a campanha, ele usou o bordão “Sinais, fortes sinais”.

A mulher dos bastidores: saiba quem é Michelle Bolsonaro, a nova primeira-dama


Jair Bolsonaro, acompanhado da esposa Michelle, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, no bairro da Vila Militar, zona norte do Rio, no domingo (28) — Foto: Estadão Conteúdo/Wilton Junior

A mulher dos bastidores. A frase resume Michelle Bolsonaro em diferentes situações da vida, como eventos familiares, sua função na igreja evangélica que frequenta e seu papel em toda a campanha política do marido, Jair Bolsonaro. Com poucas aparições públicas, Michelle prefere adotar a discrição, não trabalha na linha de frente, mas é sempre atuante quando o assunto é solidariedade, segundo amigos do casal contaram ao G1.

Vinte e sete anos mais nova que Jair – ele tem 63 anos e ela, 36 –, Michelle, que é natural de Brasília, chama a atenção por seu jeito simples. Não gosta de roupas chamativas, não frequenta baladas, é muito religiosa e “linha dura” com as duas filhas: Letícia Aguiar, de 16 anos, fruto de um relacionamento anterior, e Laura, de 8 anos, do casamento com Bolsonaro.

Envolvida nas causas de pessoas com deficiência, Michelle faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Lá, ela atua como intérprete de libras nos cultos que acontecem aos domingos.

Na Atitude, ordens extremas proíbem que funcionários falem sobre o perfil da mulher do presidenciável. Qualquer informação, de acordo com uma atendente, só pode ser dada por meio da assessoria de comunicação da instituição.

Antes de mudar para a Igreja Atitude, Michelle frequentou por muitos anos a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também na Barra, que tem como pastor Silas Malafaia. Foi ele quem celebrou a união religiosa de Jair e Michelle, em 2013.

Silas define a primeira-dama como “simples, recatada e que não gosta de aparecer”. Conta que ela é prendada ao montar mesas para recepcionar convidados e que não dá moleza para as filhas.

“Tem mulher que é perua, desculpe a expressão, mas ela não é assim. Tem uma beleza com simplicidade, não é espalhafatosa, nunca gostou de aparecer ou colocar a cara para fora. Nem de se exibir. Ela gosta de trabalhar nos bastidores”, conta Malafaia, que a conheceu 2008, quando Michelle começou a frequentar sua igreja.

Na igreja do pastor, ela já costumava trabalhar nos bastidores, em setor intitulado como “Mulheres Vitoriosas”, em que a prioridade era ajudar em obras sociais e na integração de mulheres com problemas e necessidades.

‘Mãezona encrenca’

Com as filhas, o pulso é firme. Michelle é “mãezona encrenca”. A expressão para definir Michelle como mãe nasceu do próprio Jair, segundo amigos.

“Ela não dá mole para as gurias. Está sempre observando o que elas fazem, acompanha tudo. Bolsonaro diz que quando ela está no comando, brigando com as filhas, ele nem se mete com medo”, diz Malafaia, aos risos.

Michelle e os outros filhos de Jair – Eduardo, Carlos, Flávio e Renan – mantêm uma relação amigável. De acordo com pessoas que conhecem a família, nunca foi vista nenhuma discussão entre eles.

Empenho em ajudar as pessoas

Michelle apareceu na propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro na última quinta-feira (25), em um programa dedicado às pessoas com deficiências. Na ocasião, Jair apresentou Michelle como defensora da causa.

“Uma mulher forte e sensível, dedicada à causa das pessoas com deficiência”, comentou o presidente eleito no vídeo.

Nas imagens exibidas na TV, Michelle explica que aprendeu libras sozinha e que tem se empenhado a ajudar pessoas.

“Minha mãe ensinou que a gente não podia negar água nem comida pra ninguém. E a gente cresceu com isso. Eu tenho um tio surdo, e ele que plantou essa sementinha na minha vida. Me despertou amor pelas libras, fui estudar e aprendi sozinha, e esse amor só foi aumentando. ”

Casamento com Jair

Jair Bolsonaro e Michelle de Paula Firmo Reinaldo (nome de solteira) se conheceram em 2007, na Câmara dos Deputados em Brasília, quando ela era secretária parlamentar. Pouco tempo depois, Michelle foi trabalhar com Bolsonaro, a convite dele, e em 18 de setembro do mesmo ano foi nomeada secretária parlamentar do gabinete dele. Antes, também trabalhou nos gabinetes dos deputados federais Vanderlei Assis (PP-SP) e Dr. Ubiali (PSB-SP) e na liderança do PP.

De acordo com o jornal Folha de SP, nove dias após ser contratada, os dois firmaram um pacto antenupcial. Dois meses depois, se casaram no civil. Em 2008, Michelle foi exonerada, pois o STF proibiu o nepotismo na administração pública.

A cerimônia religiosa do casal, no entanto, só aconteceu em 2013, sob o comando do pastor Silas Malafaia. Animada, a festa teve cerca de 150 convidados, incluindo desembargadores, juízes, promotores, oficiais-generais.

Das poucas vezes em que citou a mulher, Bolsonaro usa palavras de carinho. Michelle não faz diferente: “Jair é um cara muito humano, que se preocupa com as pessoas. Ele é muito brincalhão, muito natural, muito dado. Tem um brilho no olhar diferenciado. Ele é um ser humano maravilhoso, é o meu amor, né? ”, definiu Michelle no vídeo gravado para a campanha.

Bisavô de Bolsonaro trabalhou em jornal que lutava contra o racismo em Campinas


Capa do jornal de Campinas onde bisavô de Bolsonaro trabalhou — Foto: Reprodução

No dia que o Brasil elegeu o 38º presidente da República, o G1 fez um resgate da vida de Jair Messias Bolsonaro em Campinas (SP). Entre as curiosidades do período da família no interior paulista, está um dos ofícios de seu bisavô paterno, o alemão nascido em Hamburgo Carl Hintze. Ele era vendedor de anúncios e assinaturas do Getulino, um jornal da cidade que lutava contra o racismo após a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888.

Capitão da reserva do Exército Brasileiro e deputado federal pelo PSL, Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República com 55,17% dos votos válidos nas eleições deste domingo (28). Aos 63 anos, o parlamentar é radicado no Rio de Janeiro, mas tem origens paulistas. Além de ter sido registrado em Campinas e estudado por um período na Escola Preparatória de Cadetes, a relação com o município é ainda mais profunda e comprovada pela vida de seus ancestrais.

A reportagem teve acesso a um dos exemplares do Getulino, de 16 de março de 1924 – o periódico dominical circulou de 1923 a 1926 em Campinas. No expediente, os responsáveis pela edição citam o nome de Carl Hintze, a quem pedem “as melhores attenções dos bondosos assignantes e anunciantes”. O bisavô do presidente eleito chegou ao Brasil em 1883 com a família, casou com Luzia Caliò e se estabeleceu no município. Leia mais aqui.

Trio elétrico que comandará ‘festa da vitória’ de Bolsonaro já está na Barra


Foto: Reprodução / Leitor BN

Reservado para guiar a festa da vitória do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), um trio elétrico já está estacionado no Farol da Barra neste domingo (28), às 15h40, antes do fechamento das urnas.

O equipamento foi alugado para o evento marcado para às 19h e que deve reunir simpatizantes do capitão da reserva, caso Bolsonaro seja consagrado o próximo Presidente. O novo presidente do Brasil deve ser conhecido até às 21h deste domingo, segundo previsões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

TSE manda produtores de Roger Waters apresentarem defesa em ação de Bolsonaro contra Haddad


Roger Waters durante show da turnê pelo no Brasil — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que os produtores do show de Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, no Brasil, apresentem suas defesas na ação proposta pela coligação do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) que pede a inelegibilidade do adversário, Fernando Haddad (PT).

Segundo a coligação de Bolsonaro, houve propaganda irregular em favor do petista durante shows do cantor. Segundo a ação, Roger Waters fez um “gigantesco show” em São Paulo, no qual veiculou no telão a mensagem “#ELE NÃO”, que se tornou “instrumento de campanha negativa contra o candidato Jair Bolsonaro”. Além disso, diz que houve manifestações políticas em shows em Brasília e Minas Gerais.

A ação pede que Haddad e a candidata a vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), sejam declarados inelegíveis por oito anos.

O ministro determinou que os produtores do show e os candidatos apresentem suas defesas. Após a análise, o relator pode decidir se dá prosseguimento ou não à investigação. Leia mais aqui.

Após votar em SP, Temer diz que transição para novo governo está ‘praticamente organizada’


Michel Temer conversa com jornalistas após votar em São Paulo — Foto: Carolina Dantas, G1

O presidente Michel Temer (MDB) votou neste domingo (28), às 8h07, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O emedebista estava acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

Após votar, Temer conversou com jornalistas. Segundo ele, a transição para o novo governo começa já nesta segunda-feira (29).

“Vamos começar a transição logo, prontamente amanhã, e faremos uma transição muito tranquila, muito sossegada. Já está praticamente organizada em relação a todos os setores do governo, os tópicos da transição. De modo que a equipe do eleito, quando contatar já praticamente recebe todos os dados do atual governo, daquilo que foi feito e daquilo que ainda precisa ser feito”, explicou o presidente da República.

Temer afirmou, ainda, que a votação será tranquila neste domingo. Na visão do presidente, “a paz e a harmonia absoluta” começam a partir de hoje.

“Votação tranquila hoje. Seguramente nós vamos ter, vou dizer o óbvio, mais um exercício democrático. Muitos dizem, a partir de amanhã, paz e harmonia absoluta. Eu digo, a partir de hoje com eleições tranquilas, seja quem for o eleito”, enfatizou.

“Nós temos certeza de que o Brasil e o povo brasileiro, que é um povo muito ligado à solidariedade, à amizade, à fraternidade, vai se irmanar a partir do dia de hoje e vamos em frente”, complemento.

Questionado por repórteres sobre um possível apoio do MDB ao eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), Temer disse que o partido vai decidir o que pode fazer, mas que, no momento, “não há nenhuma decisão.”

Pesquisa Ibope de 23 de outubro para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e cor


Fotos: G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça (23) apurou os percentuais de intenção de voto para o segundo turno da eleição para presidente da República entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Veja os números do levantamento por segmentos de sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e cor.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Antes do resultado por segmentos, vamos aos resultados gerais da pesquisa:

Resultados da pesquisa por segmento

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 3010 eleitores em 208 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 21 a 23 de outubro
  • Registro no TSE: BR‐07272/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
  • nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos. Informações G1.

Fabíola diz que Isidório usa preconceito para angariar votos: ‘Ele precisava se justificar’


Foto: Divulgação

Fabiola Mansur (PSB) acusou o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (Avante) de utilizar falas preconceituosas que estimulam o ódio para um fim específico: conquistar votos em segmentos conservadores.

O pastor eleito deputado federal com votação mais expressiva na Bahia no início do mês declarou ao Bahia Notícias na última semana que não votou em Fernando Haddad (PT) no primeiro turno da eleição presidencial por achar que o petista era homossexual.

A fala foi rebatida como oportunista e “lamentável” por Mansur. “Isidório muda de opinião como muda de roupa. Ele pensa no que dá mais voto, no que rende mais parcerias com o governo”, falou. A deputada defendeu que o pastor fez as declarações homofóbicas por precisar de uma justificativa para o seu eleitorado aceitar a ida do político, que votou em Cabo Daciolo (PATRI) no primeiro turno, para a base vermelha comandada por Rui Costa (PT). Evangélicos, como Isidório, são os que tem a maior taxa de rejeição ao candidato do PT entre o eleitorado, de acordo com pesquisas Datafolha.

“Ele não é ex-gay e ex-drogado. Lamentavelmente temos políticos que utilizam determinadas bandeiras que são preconceituosas com o fim específico de angariar votos em um determinado segmento, sem pensar que vidas estão sendo ceifadas por esse preconceito. Eu respeito a opinião das pessoas, mas um deputado tem como obrigação ter como bíblia, a Constituição”, concluiu a parlamentar.

Nos bastidores, corre um rumor que o pastor sargento levou um pito do governador após as declarações sobre a sexualidade de Haddad. Abertamente, Rui Costa não comentou a fala homofóbica de Isidório.