
O pastor José Carlos de Lima, presidente da Assembleia de Deus na Paraíba, líder da UMADENE (União de Ministros das Assembleias de Deus no Nordeste) e vice-presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), voltou a ser alvo de debates nas redes sociais após a circulação de vídeos com falas consideradas polêmicas.
Conhecido como um “pastor à moda antiga”, José Carlos construiu sua trajetória pastoral marcado pela defesa da chamada “sã doutrina” e por um estilo rígido na condução da igreja. Contudo, suas recentes declarações reacenderam discussões sobre o limite entre zelo doutrinário e posturas interpretadas como autoritárias.
Críticas a membros não dizimistas
Em uma das gravações, o pastor critica abertamente os fiéis que não contribuem com o dízimo. Para ele, quem não é dizimista perde legitimidade dentro da igreja e não tem autoridade moral ou espiritual para participar de decisões comunitárias.
“Quando eu vejo alguém muito cheio de razão, eu digo: vá ver se o nome dele está no livro da igreja como dizimista. Não tá? Então não tem valor pra mim, pode ser quem for, pra mim não vale uma prata furada”, declarou.
Na mesma linha, classificou membros que não contribuem financeiramente como “parasitas da obra”, afirmando que tais pessoas não têm direito de voz ou espaço nos debates internos da congregação.
“O rei da casa”
Outro vídeo que ganhou repercussão nas redes mostra José Carlos de Lima falando sobre a relação entre marido e esposa. Segundo ele, o homem deve ser reconhecido como “rei da casa” e não pode aceitar ordens vindas da esposa.
O pastor chegou a citar o exemplo de um marido instruído pela esposa a entrar em casa descalço para não sujar o chão recém-limpo. Na visão de José Carlos, o homem deveria, de propósito, contrariar a ordem e sujar novamente o ambiente, reforçando que “um homem não deve ficar recebendo ordem de mulher”.
Reações divididas
As falas geraram forte repercussão. Entre admiradores, as declarações são vistas como a expressão de um pastor fiel às tradições assembleianas, que busca preservar a disciplina e a doutrina bíblica.
Já para os críticos, as palavras do líder revelam uma postura autoritária e machista, distante da mensagem central do evangelho e das transformações sociais que impactam também as comunidades de fé.
Apesar da polêmica, José Carlos de Lima mantém grande influência no cenário evangélico nordestino e nacional, sendo uma das principais vozes da Assembleia de Deus no Brasil.
