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Aliados de Paulo Guedes entram em cena e se articulam para fortalecer candidatura de Flávio Bolsonaro

Marinho defende a contratação de consultorias especializadas para auxiliar na construção do plano de governo.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Integrantes que atuaram ao lado do ex-ministro da Economia Paulo Guedes já demonstram alinhamento com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Nos bastidores, cresce a avaliação de que, caso eleito, o parlamentar deve manter as diretrizes econômicas implementadas durante o governo de Jair Bolsonaro, marcadas por privatizações, enxugamento da máquina pública e compromisso com o ajuste fiscal.

Embora parte desses nomes esteja atualmente consolidada na iniciativa privada e não manifeste interesse em assumir cargos formais, há disposição para colaborar de maneira estratégica — seja na formulação do programa de governo, seja no apoio técnico à campanha.

O próprio Guedes já teria sido procurado por Flávio e sinalizado que está aberto a contribuir. Pessoas próximas ao ex-ministro, contudo, afirmam que ele não pretende retornar à vida pública, optando por manter atuação fora do governo.

Apoios orgânicos e articulação técnica

O movimento ainda é descrito como espontâneo e descentralizado, mas reúne figuras de peso que integraram a equipe econômica anterior. Entre os nomes citados nos bastidores estão Daniella Marques, ex-presidente da Caixa; Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia; e Gustavo Montezano, que comandou o BNDES.

Paralelamente, técnicos que participaram do governo passado começaram a estruturar grupos de trabalho independentes. A proposta é elaborar diagnósticos e planos estratégicos para acelerar a implementação de medidas em um eventual novo mandato. A iniciativa leva em conta a experiência acumulada na gestão federal, especialmente no que diz respeito aos desafios regulatórios e à tramitação de reformas.

Durante o governo anterior, havia consenso interno sobre as mudanças econômicas desejadas, mas a equipe precisou investir tempo para compreender os caminhos burocráticos e legislativos necessários para viabilizá-las. Agora, a intenção é antecipar esse processo, entregando à campanha estudos prontos em áreas como política fiscal, mineração, inteligência artificial e outros setores considerados estratégicos.

Cautela na definição da equipe

Segundo interlocutores, Flávio tem priorizado a construção de alianças políticas antes de anunciar nomes para a área econômica. A avaliação é de que o cenário político influencia diretamente a viabilidade das propostas econômicas, exigindo uma estratégia mais cuidadosa na montagem da equipe.

A decisão também leva em conta a experiência de 2018, quando o anúncio antecipado de Paulo Guedes como futuro ministro da Economia expôs o economista ao debate eleitoral de forma precoce.

A coordenação da campanha está sob responsabilidade do senador Rogério Marinho (PL-RN), que já atuou como secretário especial da Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional. Recentemente, ele abriu mão de disputar o governo do Rio Grande do Norte para se dedicar integralmente ao projeto presidencial.

Marinho defende a contratação de consultorias especializadas para auxiliar na construção do plano de governo. Ele confirmou ter feito contatos com o economista Gesner Oliveira, da GO Associados, para discutir possíveis contribuições técnicas — embora o economista não tenha comentado o assunto.

Nos bastidores, o clima é de mobilização. O grupo ligado à antiga equipe econômica aposta que um programa estruturado com antecedência pode garantir maior agilidade na implementação de medidas, caso a candidatura avance e se consolide nas eleições.

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