Paula Mattos, cantora sertaneja, é batizada nas águas: “Noite de renascimento”


Foto: Divulgação

Paula Mattos, uma das cantoras sertanejas da nova geração de maior sucesso, entregou a vida a Jesus e foi batizada nas águas numa cerimônia celebrada pelo apóstolo Estevam Hernandes e a bispa Sonia Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo.

A celebração do batismo foi realizada na última terça-feira, 30 de outubro, no Renascer Hall, templo sede da denominação, localizado no bairro da Mooca, na capital paulista.

Nas redes sociais, a cantora compartilhou imagens do momento e fez um relato franco sobre sua decisão de descer às águas. “Decidi compartilhar com vocês, esse momento tão especial na minha vida. Eu já era batizada na #IgrejaRenascer há mais de dez anos, mas já fazia um tempo que eu estava sentindo vontade de renovar a minha aliança com Deus, de fortalecer ainda mais a minha fé e restaurar os meus sonhos”, explicou.

Diferentemente da tradição evangélica, a Igreja Renascer refaz batismos de fiéis que já tenham sido batizados. No geral, as denominações adotam o entendimento teológico de que o batismo, uma vez realizado, figura como um compromisso irretocável. Por outro lado, denominações tradicionais, como a Igreja Presbiteriana, não reconhecem o valor da cerimônia realizada pela Igreja Universal do Reino de Deus, por considerar a denominação fundada pelo bispo Edir Macedo uma seita.

Alheia a tudo isso, Paula Matos declarou que a noite foi especial para ela. “Foi uma noite de renascimento, de um novo ciclo, de um novo tempo maior e melhor em nome de Jesus”, completou. Gospel +

Missionário batista é assassinado durante emboscada feita por terroristas, em Camarões


A vida dos missionários cristãos espalhados pelo mundo é de total entrega e confiança em Deus, pois eles estão cientes dos riscos envolvidos no ato de evangelizar povos situados em regiões que muitas vezes se encontram em conflitos militares, onde há também grande intolerância religiosa e perseguição aos cristãos.

Esse é caso da República dos Camarões, país localizado na região Ocidental da África. No início desse mês o missionário americano Charles Wesco, sua esposa e mais oito filhos viajaram para o pais, enviados pela Igreja Batista, para levar o Evangelho de Jesus Cristo aos povos da região.

Entretanto, durante uma saída para comprar mantimentos, junto com outro colega pastor local, o carro em que estava Charles Wesco sofreu uma emboscada, sendo alvejado por vários tiros. O missionário foi acercado por duas balas, sendo pelo menos uma na cabeça.

Segundo informações do The Washington Post, o pastor assistente da Igreja Batista, Dave Halyaman, informou que o missionário e sua família estava hospedado justamente no subúrbio de Bamenda, cidade alvo dos conflitos que assolam a região nos últimos dois anos.

Após o incidente o missionário ainda chegou a ser socorrido para um hospital local, mas os médicos não conseguiram salvar a sua vida.

“Janet e eu estamos pensando no deputado Tim Wesco [irmão do missionário morto] e sua família enquanto eles choram a morte de seu irmão, Charles”, disse Eric Holcomb, governador do estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ele emitiu um comunicado pedindo que todos orem pela família.

O ministro da Defesa de Camarões, Joseph Beti Assomo, confirmou que o atentado foi cometido por um grupo de quatro terroristas. Os agentes locais ainda trocaram tiros com eles, mas não conseguiram capturá-los, segundo o Christian Post.

Moro aceita convite de Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça


Foto: Silvia Izquierdo/AP

O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os dois estiveram reunidos nesta manhã, no Rio de Janeiro. Moro chegou à casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, um pouco antes das 9h. Ele veio de Curitiba em voo de carreira e sem seguranças.

Após o encontro, Moro divulgou nota dizendo que aceitou “honrado” o convite. Moro disse, ainda, que aceitava o cargo com “certo pesar” pois terá que abandonar a carreira de juiz após 22 anos de magistratura.

“No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, escreveu Moro.

“Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, concluiu.

Segundo o juiz, a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba “com os valorosos juízes locais”. Ele disse que desde já vai se afastar de novas audiências.

Com a decisão de se afastar do Judiciário, Moro não vai mais interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – o petista seria ouvido em 14 de novembro.

Pouco antes de a nota ser divulgada, um assessor do presidente eleito já havia confirmado a decisão do juiz para o colunista da GloboNews e do G1 Valdo Cruz.

Moro é o quinto ministro anunciado pelo governo Bolsonaro. Outros quatro já foram anunciados: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), general Augusto Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

Nota divulgada pelo juiz Sérgio Moro

Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.

Curitiba, 01 de novembro de 2018.

Sergio Fernando Moro

Vidente diz que Bolsonaro sofrerá novo atentado em alguns meses


A vidente, paranormal, bruxa e sensitiva Sandra Susi, que previu a eliminação do Brasil na Copa do Mundo e outros acontecimentos, deixou os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) assustados com uma previsão.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Sandra diz que as cartas mostraram que Bolsonaro sofrerá um segundo atentado em dentro de alguns meses. O presidente eleito, segundo ela, precisa se cuidar.

“Eu vejo Bolsonaro sofrendo mais um atentado. É necessário que ele se proteja muito, porque vai haver um outro atentado contra a pessoa dele. Estou aqui pra alertar para que ele não sofra, porque independente do que você quer ou não, a gente tem que dizer mesmo…”, falou.

Depois de virar uma outra carta, ela declarou: “Vem mesmo, confirma um novo atentado para Jair Bolsonaro”. O vídeo foi publicado no dia 14 de outubro, duas semanas antes do segundo turno.

“Deus capacita os escolhidos”, afirma Bolsonaro em culto


O presidente eleito Jair Bolsonaro participou do culto na igreja Vitória em Cristo, na noite desta terça-feira (30). Ele subiu ao púlpito acompanhado do pastor Silas Malafaia, líder da igreja e um de seus mais firmes defensores nos últimos meses.

Além de agradecer pela eleição, deu uma palavra breve aos presentes, onde afirmou saber de suas limitações, mas acreditar que “Deus capacita os escolhidos”.

“Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Pelas mãos de profissionais da saúde… Deus operou um milagre. Depois, quero agradecer também a Deus por esta missão, porque o Brasil está numa situação um tanto quanto complicada, com crise ética, moral e econômica”, afirmou.

“Quero agradecer a este povo de Deus pela confiança depositada em meu nome. E que os senhores e as senhoras podem esperar de mim uma pessoa comprometida com os valores da família cristã”, disse. Revelou que tomou a decisão de se candidatar à presidência na época de seu casamento, em 2013, cujo celebrante foi o próprio Malafaia.

Bolsonaro lembrou que seu slogan de campanha, “conhecereis a verdade e a liberdade vos libertará”, de João 8:32, veio da Bíblia, segundo a ele “a caixa de ferramentas” para consertar o ser humano.

Bastante aplaudido, ele mostrou sua emoção e pediu que as pessoas que oraram pela vida dele agora peçam a Deus para que ele consiga montar uma boa equipe de governo, que tenha “coragem” para tomar as melhores decisões para o país.

Malafaia mandou um recado à imprensa: “O Estado é laico, mas não é laicista”. Ressaltou ainda que os problemas do país não serão resolvidos em poucos meses. O pastor também enfatizou que o próximo presidente irá “mudar a história do Nordeste” ao utilizar a tecnologia israelense.

Encerrou declarando que Deus irá “mudar a sorte” do povo brasileiro. Clamando pela bênção divina sobre o presidente, ressaltou: “Deus escolheu as coisas de pouco valor, as que não são, para confundir as que são. É por isso que Deus te escolheu, Bolsonaro”.

Michelle Bolsonaro, uma primeira-dama evangélica


Foto: Divulgação

O Brasil terá em Michelle Bolsonaro algo inédito, uma primeira-dama abertamente evangélica. Embora minoria no país, cerca de 30% da população, o segmento tem uma grande identificação com o novo presidente.

Jair Bolsonaro disse repetidas vezes que era católico, mas frequentava a igreja evangélica por causa da mulher. Eles se casaram no civil em 2008, mas a cerimônia religiosa foi em 2013, quando a família estava na Assembleia de Deus Vitória em Cristo. O oficiante foi o pastor Silas Malafaia, que se tornou um ferrenho defensor da candidatura do capitão este ano.

Com poucas aparições públicas, Michelle tem um estilo discreto. É 27 anos mais nova que Jair – ele tem 63 anos e ela, 36. Conheceram-se em 2007. Ela já tinha uma filha de outro relacionamento, Letícia Aguiar, de 16 anos, os dois são pais de Laura, 8 anos.

Ele é ativa na Igreja Batista Atitude, na Zona Oeste do Rio, onde desempenhava até antes do período eleitoral, um ministério com surdos. Era intérprete de libras nos cultos aos domingos.

Trabalho nos bastidores

Malafaia conhece Michelle desde 2008, quando ela começou a frequentar sua igreja. O pastor a define da seguinte forma: “não é espalhafatosa, nunca gostou de aparecer ou colocar a cara para fora. Nem de se exibir. Ela gosta de trabalhar nos bastidores”.

Na Vitória em Cristo ela trabalhava no ministério “Mulheres Vitoriosas”, que dedicava-se a fazer obras sociais e na integração de mulheres com problemas e necessidades.

Na reta final da campanha Michelle foi vista ao lado do marido nas transmissões pela internet e na propaganda eleitoral veiculada na televisão. Na última quinta-feira (25), ganhou destaque no programa dedicado às pessoas com deficiências. Ela contou que aprendeu libras sozinha e que tem se empenhado a ajudar pessoas com deficiência.

“Minha mãe ensinou que a gente não podia negar água nem comida pra ninguém. E a gente cresceu com isso. Eu tenho um tio surdo, e ele que plantou essa sementinha na minha vida. Me despertou amor pelas libras, fui estudar e aprendi sozinha, e esse amor só foi aumentando”, testemunhou.

Na entrevista que concedeu no sábado (27), à rede Record, ao falar de Jair ela foi enfática: “Eu vejo Deus todos os momentos na vida dele”. Também afirmou que, como primeira-dama, desejava fazer “todos os trabalhos sociais possíveis”: “É um chamado que eu tenho, né? Tive essa aproximação com as pessoas com deficiência, os surdos… Tenho muito amor por essa comunidade. Quero fazer o melhor”.

Confira entrevista de Michele Bolsonaro ao Domingo Espetacular:

Oração de Magno Malta abre pronunciamento de Bolsonaro


Foto: Divulgação

Logo após o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) anunciar que seria o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Mantendo o estilo consagrado ao longo da campanha, gravou de sua casa, ladeado pela esposa Michele e uma intérprete para a Língua Brasileira de Sinais. Em pouco mais de quatro minutos ele falou sobre fé em Deus e o sentimento de estar cumprindo uma “missão”.

Pouco tempo depois, em rede nacional de televisão, fez uma oração com o senador Magno Malta, que é cotado para ser seu ministro. O político agradeceu a Deus pela vitória, lembrando que durante todo o processo buscou-se uma dependência do Senhor. Chamando Bolsonaro de “cristão verdadeiro, cheio de fé, de coragem e de esperança”.

Malta enfatizou que eles iriam “lutar pelas famílias e pelas crianças do Brasil” e disse que sendo o país “majoritariamente cristão”, a fé fez parte de todo o processo eleitoral.

Em seguida, o presidente eleito abriu seu discurso de agradecimento citando o que designou seu slogan de campanha, baseado em João 8:32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Afirmou ainda que nunca se sentiu sozinho, pois sempre sentiu “a força de Deus e do povo brasileiro”.

Agradecendo as orações feitas em seu favor, fez um juramento a Deus, comprometendo-se em fazer de seu governo “um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

“A verdade vai libertar este grande país e a liberdade irá nos transformar em uma grande nação”, garantiu Bolsonaro. Ressaltou também que nas urnas ocorreu hoje “a celebração de um país pela liberdade”. “Temos o compromisso de fazer um governo decente, comprometido com o nosso povo e assim o será”, assegurou. Finalizou destacando que seu governo “será formado com o propósito de transformar esta nação”.

Assista!

Jair Bolsonaro é eleito presidente e interrompe série de vitórias do PT


O presidente eleito Jair Bolsonaro — Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Estadão Conteúdo

Candidato do PSL derrotou o petista Fernando Haddad no segundo turno, com 55% dos votos, e foi eleito o 38º presidente do Brasil. Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, Bolsonaro se elegeu com promessas de reformas liberais na economia e um discurso conservador, contrário à corrupção, ao PT e ao próprio sistema político.

Jair Messias Bolsonaro, do PSL, foi eleito o 38º presidente da República neste domingo (28) ao derrotar em segundo turno o petista Fernando Haddad, interrompendo um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002.

A vitória foi confirmada às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%). Com 100% das seções apuradas, Bolsonaro recebeu 57.797.073 votos (55,13%) e Haddad, 47.039.291 (44,87%).

No discurso da vitória, Bolsonaro afirmou que o novo governo será um “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.

Primeiro turno

A campanha eleitoral teve início em agosto com 13 candidatos à Presidência da República, o maior número de concorrentes desde 1989, quando houve 22 postulantes:

  • Jair Bolsonaro (PSL) – Reeleito deputado federal em 2014 pelo PP, Bolsonaro saiu em busca de um partido para concorrer à Presidência. Passou pelo PSC e, em março, filiou-se ao então nanico PSL. Bolsonaro teve dificuldade para encontrar um vice. O general Hamilton Mourão (PRTB) foi a quarta opção, após convites ao senador Magno Malta (PR), ao general Augusto Heleno, do PRP, e à advogada Janaína Paschoal, do PSL. Bolsonaro também não conseguiu alianças com grandes partidos e teve pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita. O candidato compensou a desvantagem com forte presença nas redes sociais e no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Bolsonaro encerrou o primeiro turno como o candidato mais votado, com 49.276.990 votos (46,03% dos válidos).
  • Fernando Haddad (PT) – O candidato foi registrado como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em agosto liderava as pesquisas de intenção de votos mesmo preso desde abril em Curitiba devido à condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Haddad assumiu a cabeça da chapa em setembro, depois que o TSE rejeitou o registro da candidatura de Lula. A estratégia do PT foi vincular a imagem de Lula à de Haddad, a fim de assegurar a transferência de votos. No começo, Haddad tinha 4% nas pesquisas e passou da faixa dos 20% – metade das intenções de voto que o padrinho vinha obtendo. O petista recebeu 31,3 milhões de votos (29,28% dos votos válidos) no primeiro turno e passou ao segundo turno.
  • Ciro Gomes (PDT) – O PDT concorreu coligado ao PT nas duas últimas eleições presidenciais, mas na deste ano reapareceu com candidatura própria, a de Ciro Gomes, que se apresentou como uma terceira via, na esperança de obter votos no centro e na esquerda, como alternativa aos eleitores desencantados com o PT e refratários a Bolsonaro. Ciro Gomes terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 12,4% dos votos. No segundo turno, embora o PDT tenha anunciado “apoio crítico” a Haddad, Ciro Gomes se manifestou contra Bolsonaro, mas não quis declarar apoio a Fernando Haddad.
  • Geraldo Alckmin (PSDB) – O ex-governador de São Paulo também se apresentou como opção de “terceira via” a Bolsonaro e Haddad. Fechou uma aliança com oito partidos, apoio que incluiu legendas do “Centrão” (DEM, PP, PR, PRB e SD) , o que garantiu a ele quase metade do tempo na propaganda de rádio e TV. Mas terminou o primeiro turno com menos de 5% dos votos.
  • Marina Silva (Rede) – Em sua terceira candidatura presidencial, agora pela Rede, Marina Silva foi outra candidata que tentou se colocar como alternativa ao PT e a Bolsonaro. Ela começou bem nas pesquisas, mas perdeu força e teve desempenho bem inferior ao terceiro lugar registrado em 2014, quando obteve mais de 22 milhões de votos. Desta vez, alcançou pouco mais de 1 mihão e terminou em oitavo lugar.
  • Alvaro Dias (Podemos) – O senador e ex-governador do Paraná centrou o discurso no combate à corrupção. Tentou seduzir sem sucesso o eleitor com um convite, caso eleito, para que o juiz Sergio Moro assumisse o Ministério da Justiça. Terminou o primeiro turno em novo lugar, com 859 mil votos (0,8% do total).
  • Henrique Meirelles (MDB) – Ministro da Fazenda do governo Michel Temer, Henrique Meirelles tirou R$ 54 milhões do próprio bolso para financiar a campanha a presidente. Apostou no discurso de recuperação da economia, mas não decolou. Obteve 1,2 milhão de votos (1,2% do total).
  • João Amoêdo (Novo) – Candidato com origem no mercado financeiro, João Amoêdo, do Partido Novo, que estreou em eleições com discurso liberal na economia. Chegou em quinto lugar no primeiro turno, com mais de 2,6 milhões de votos (2,5%), e considerou o desempenho “sensacional”.
  • Cabo Daciolo (Patriota) – Foi dos candidatos com maior repercussão nas redes sociais, repetindo sempre que podia a expressão “Glória a Deus”. Ele até optou por jejuar e orar em um monte durante parte da campanha. Terminou o primeiro turno em sexto lugar, com mais de 1,3 milhão de votos, à frente de nomes mais conhecidos como Marina Silva e Henrique Meirelles.
  • Demais candidatos – A corrida presidencial ainda teve as candidaturas à esquerda de Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU). O primeiro obteve pouco mais de 617 mil votos. A segunda, 55,7 mil. João Goulart Filho (PPL), filho do ex-presidente Jango, também tentou a sorte. Foi o último colocado entre os 13 que disputaram o primeiro turno, com 30,1 mil votos. O “democrata cristão” José Maria Eymael (DC) foi o penúltimo, com 41,7 mil. Durante a campanha, ele usou o bordão “Sinais, fortes sinais”.

A mulher dos bastidores: saiba quem é Michelle Bolsonaro, a nova primeira-dama


Jair Bolsonaro, acompanhado da esposa Michelle, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, no bairro da Vila Militar, zona norte do Rio, no domingo (28) — Foto: Estadão Conteúdo/Wilton Junior

A mulher dos bastidores. A frase resume Michelle Bolsonaro em diferentes situações da vida, como eventos familiares, sua função na igreja evangélica que frequenta e seu papel em toda a campanha política do marido, Jair Bolsonaro. Com poucas aparições públicas, Michelle prefere adotar a discrição, não trabalha na linha de frente, mas é sempre atuante quando o assunto é solidariedade, segundo amigos do casal contaram ao G1.

Vinte e sete anos mais nova que Jair – ele tem 63 anos e ela, 36 –, Michelle, que é natural de Brasília, chama a atenção por seu jeito simples. Não gosta de roupas chamativas, não frequenta baladas, é muito religiosa e “linha dura” com as duas filhas: Letícia Aguiar, de 16 anos, fruto de um relacionamento anterior, e Laura, de 8 anos, do casamento com Bolsonaro.

Envolvida nas causas de pessoas com deficiência, Michelle faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Lá, ela atua como intérprete de libras nos cultos que acontecem aos domingos.

Na Atitude, ordens extremas proíbem que funcionários falem sobre o perfil da mulher do presidenciável. Qualquer informação, de acordo com uma atendente, só pode ser dada por meio da assessoria de comunicação da instituição.

Antes de mudar para a Igreja Atitude, Michelle frequentou por muitos anos a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também na Barra, que tem como pastor Silas Malafaia. Foi ele quem celebrou a união religiosa de Jair e Michelle, em 2013.

Silas define a primeira-dama como “simples, recatada e que não gosta de aparecer”. Conta que ela é prendada ao montar mesas para recepcionar convidados e que não dá moleza para as filhas.

“Tem mulher que é perua, desculpe a expressão, mas ela não é assim. Tem uma beleza com simplicidade, não é espalhafatosa, nunca gostou de aparecer ou colocar a cara para fora. Nem de se exibir. Ela gosta de trabalhar nos bastidores”, conta Malafaia, que a conheceu 2008, quando Michelle começou a frequentar sua igreja.

Na igreja do pastor, ela já costumava trabalhar nos bastidores, em setor intitulado como “Mulheres Vitoriosas”, em que a prioridade era ajudar em obras sociais e na integração de mulheres com problemas e necessidades.

‘Mãezona encrenca’

Com as filhas, o pulso é firme. Michelle é “mãezona encrenca”. A expressão para definir Michelle como mãe nasceu do próprio Jair, segundo amigos.

“Ela não dá mole para as gurias. Está sempre observando o que elas fazem, acompanha tudo. Bolsonaro diz que quando ela está no comando, brigando com as filhas, ele nem se mete com medo”, diz Malafaia, aos risos.

Michelle e os outros filhos de Jair – Eduardo, Carlos, Flávio e Renan – mantêm uma relação amigável. De acordo com pessoas que conhecem a família, nunca foi vista nenhuma discussão entre eles.

Empenho em ajudar as pessoas

Michelle apareceu na propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro na última quinta-feira (25), em um programa dedicado às pessoas com deficiências. Na ocasião, Jair apresentou Michelle como defensora da causa.

“Uma mulher forte e sensível, dedicada à causa das pessoas com deficiência”, comentou o presidente eleito no vídeo.

Nas imagens exibidas na TV, Michelle explica que aprendeu libras sozinha e que tem se empenhado a ajudar pessoas.

“Minha mãe ensinou que a gente não podia negar água nem comida pra ninguém. E a gente cresceu com isso. Eu tenho um tio surdo, e ele que plantou essa sementinha na minha vida. Me despertou amor pelas libras, fui estudar e aprendi sozinha, e esse amor só foi aumentando. ”

Casamento com Jair

Jair Bolsonaro e Michelle de Paula Firmo Reinaldo (nome de solteira) se conheceram em 2007, na Câmara dos Deputados em Brasília, quando ela era secretária parlamentar. Pouco tempo depois, Michelle foi trabalhar com Bolsonaro, a convite dele, e em 18 de setembro do mesmo ano foi nomeada secretária parlamentar do gabinete dele. Antes, também trabalhou nos gabinetes dos deputados federais Vanderlei Assis (PP-SP) e Dr. Ubiali (PSB-SP) e na liderança do PP.

De acordo com o jornal Folha de SP, nove dias após ser contratada, os dois firmaram um pacto antenupcial. Dois meses depois, se casaram no civil. Em 2008, Michelle foi exonerada, pois o STF proibiu o nepotismo na administração pública.

A cerimônia religiosa do casal, no entanto, só aconteceu em 2013, sob o comando do pastor Silas Malafaia. Animada, a festa teve cerca de 150 convidados, incluindo desembargadores, juízes, promotores, oficiais-generais.

Das poucas vezes em que citou a mulher, Bolsonaro usa palavras de carinho. Michelle não faz diferente: “Jair é um cara muito humano, que se preocupa com as pessoas. Ele é muito brincalhão, muito natural, muito dado. Tem um brilho no olhar diferenciado. Ele é um ser humano maravilhoso, é o meu amor, né? ”, definiu Michelle no vídeo gravado para a campanha.

Bisavô de Bolsonaro trabalhou em jornal que lutava contra o racismo em Campinas


Capa do jornal de Campinas onde bisavô de Bolsonaro trabalhou — Foto: Reprodução

No dia que o Brasil elegeu o 38º presidente da República, o G1 fez um resgate da vida de Jair Messias Bolsonaro em Campinas (SP). Entre as curiosidades do período da família no interior paulista, está um dos ofícios de seu bisavô paterno, o alemão nascido em Hamburgo Carl Hintze. Ele era vendedor de anúncios e assinaturas do Getulino, um jornal da cidade que lutava contra o racismo após a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888.

Capitão da reserva do Exército Brasileiro e deputado federal pelo PSL, Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República com 55,17% dos votos válidos nas eleições deste domingo (28). Aos 63 anos, o parlamentar é radicado no Rio de Janeiro, mas tem origens paulistas. Além de ter sido registrado em Campinas e estudado por um período na Escola Preparatória de Cadetes, a relação com o município é ainda mais profunda e comprovada pela vida de seus ancestrais.

A reportagem teve acesso a um dos exemplares do Getulino, de 16 de março de 1924 – o periódico dominical circulou de 1923 a 1926 em Campinas. No expediente, os responsáveis pela edição citam o nome de Carl Hintze, a quem pedem “as melhores attenções dos bondosos assignantes e anunciantes”. O bisavô do presidente eleito chegou ao Brasil em 1883 com a família, casou com Luzia Caliò e se estabeleceu no município. Leia mais aqui.